05 fevereiro, 2010

Quando a paixão acaba...

Sou do tipo de garota bem melodramática em questão de sofrimento. Daquela que coloca músicas de fossa só para curtir uma ou passa horas deitada na cama se perguntando "por quêêê?"

Mas hoje é diferente. É uma relação diferente. É um fim diferente. É uma situação única, e por isto merece uma finalização diferente. Eu diria que estes créditos finais seriam daqueles que homenageariam e agradeceriam alguma pessoa.


Por fim, há um certo Sr Neruda que me toca o coração... e hj é um dia em que seus poemas me consolariam. (Na versão original "Farewell y los solozos")


Adeus e os soluços
(...)
5

Já não se encantarão meus olhos nos teus olhos,
Já não se acalmará junto a ti a minha dor.

Mas para onde vá levarei o teu olhar,
Onde caminhes levarás a minha dor.

Fui teu, foste minha. Que mais? Juntos fizemos
uma curva no caminho onde o amor passou.

Fui teu, foste minha. Tu serás do que te amar,
Daquele que corte no teu horto o que eu plantei.

Vou-me. Estou triste: mas estou sempre triste.
Venho dos teus braços. Não sei para onde vou.

...Do teu coração diz-me adeus uma criança.
E eu lhe digo adeus.



E pra não fugir de todo das trilhas sonoras, este poema esta cantado pelos Titãs na música Go Back, no Acústico MTV.

2 comentários:

  1. Então você usa hipérboles para o drama. E acrescenta eufemismos musicais para dizer adeus.Hmmmm.

    Prefira não soluçar ao dizer "adeus", a não ser que não seja de fato um "adeus", mas sim um, "Até". "Adeus" são quase eternos...
    E me atrevo a dizer, tente ficar bem. Sem soluços, para soluções melhores no "adeus".

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